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A maioria dos líderes pressupõe que eles precisam promover o trabalho em equipe entre as pessoas que direta e indiretamente se reportam a eles. O trabalho em equipe é agora visto como invariavelmente bom.

O problema é quando os líderes tentam conduzir o tipo errado de colaboração em suas equipes particulares. O resultado: tempo perdido e frustração desnecessária.

Vamos imaginar que um vice-presidente nacional de vendas de uma empresa de equipamentos médicos, quando promovido a seu novo cargo, herdou um grupo de gerentes de vendas regionais, responsáveis ​​por vender para sistemas hospitalares em suas respectivas regiões geográficas.

Embora suas reuniões individuais com esses gerentes, que envolviam revisões, progresso, motivação e treinamento, fossem altamente produtivas, suas reuniões mensais da equipe não foram. Apesar de o grupo gostar de se reunir e participar de algumas atividades conjuntas – como definição de metas, compartilhamento de práticas recomendadas e desenvolvimento de talentos, as pessoas muitas vezes se perguntavam por que estavam na sala.

Imagine agora uma diretora de marketing sênior que lidera uma equipe multifuncional de desenvolvimento de produtos na mesma empresa. Embora às vezes precisasse trabalhar com os membros da equipe individualmente, o trabalho mais produtivo acontecia em reuniões semanais, para as quais ela trazia agendas focadas e facilitava efetivamente as discussões sobre questões-chave. Os participantes raramente sentiam que estavam perdendo seu tempo.

A maior diferença entre essas duas situações reside, é claro, na quantidade de interdependência entre os membros do grupo e o resultante trabalho em equipe necessário. Antes de embarcar em qualquer atividade de construção de equipe ou até mesmo organizar reuniões de equipe, os líderes devem se fazer uma pergunta: Estou gerenciando um grupo de indivíduos de alto desempenho ou uma equipe de alto desempenho?

No primeiro caso, do vice-presidente nacional de vendas. O que ele mais precisava era de liderança centralizada e individual, através de reuniões semanais individuais, complementadas por encontros periódicos em grupo. E se ele trocasse reuniões de equipe mensais por trimestrais, abordando apenas as questões que realmente exigiam trabalho em equipe. As percepções sobre sua eficiência e eficácia gerais aumentariam drasticamente.

Já no caso da diretora de marketing, foi possível construir uma equipe de alto desempenho. Isso significa ter reuniões intensivas de duas horas semanais com as interações individuais e necessárias.

Tendo avaliado até que ponto seus funcionários precisam trabalhar coletivamente, o próximo passo é identificar qual deve ser o foco do trabalho em equipe e como o trabalho será realizado. Aqui estão oito funções comuns que seus funcionários podem exercer num trabalho em equipe:

Executores da agenda: definem e comunicam a direção estratégica e as prioridades.
Integradores: garantem a integração e fazem trocas entre as áreas.
Direcionadores de execução: direcionam o planejamento, a execução e a responsabilidade.
Desenvolvedores de talentos: atraem, avaliam, desenvolvem e retêm talentos.
Diplomatas: constroem alianças internamente e moldam o ambiente externo
Modelos: modelam os valores, o comportamento e a cultura da organização.
Arquitetos: projetam e transformam a organização.
Pioneiros: promovem a aprendizagem organizacional, inovação e adaptação.

Por exemplo, grupos de executivos que lideram empresas ou funções importantes precisam equilibrar a liderança de suas próprias equipes e liderar o empreendimento juntos. Muitas vezes, eles devem exercer todas as oito funções em algum grau.

No entanto, é importante esclarecer quais precisam de mais ênfase, dadas as especificidades da situação.

Reconheça, também, que as funções que o grupo mais precisa desempenhar junto podem mudar ao longo do tempo. À medida que uma organização passa da crise para um crescimento mais estável, por exemplo, o foco coletivo certamente é alterado.

Como líder de equipe, você certamente pode iniciar esse processo fazendo sua própria avaliação da necessidade e do foco do trabalho de equipe que você precisa. É preciso garantir que as pessoas deem suas próprias opiniões sobre os assuntos, e se envolvam em uma discussão em grupo para garantir que todos estejam na mesma página.

Os esforços de trabalho em equipe devem ser adaptados a cada grupo e situação. Com uma abordagem mais limitada e focada à colaboração, você poderá liderar seu pessoal com muito mais eficiência.

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Até a próxima!

 

Luís Cláudio de Souza Leão é um Engenheiro Carioca. Ícone do empreendedorismo, é o CEO da AGF Correios São Luiz Gonzaga, sendo ela uma das maiores do Rio de Janeiro. Em sua luta por direitos dos empresários e empreendedores, atua como Diretor-Presidente no Clube Empreendedor RJ, Presidente da Câmara Setorial de Sustentabilidade Meio Ambiente e Regularizações na Câmara Rio, Coordenador do BNI Respeito e Diretor do G10

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