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A entrada de familiares na administração ou em funções das empresas é muito comum, assim como deixar a empresa para os mesmo. No entanto, outro fator comum são conflitos que essa união causa.

Esses conflitos são aqueles mais específicos, que não aconteceriam com um funcionário sem vínculos de parentesco. O que leva ao desgaste não só os relacionamentos, como também da empresa da família.

Por esses motivos, devemos refletir sobre a criação de empresas com familiares, ou a parceria como funcionário. Afinal você pode ter problemas em duas áreas muito importantes da vida: familiar e profissional.

Empresa Familiar

Entrar numa empresa da família é que algo que deve ser feito com planejamento prévio, pois há duas vertentes possíveis de acontecer.

A primeira é melhorar os negócios aumentando produção e lucro, conciliando bem as relações de parentesco com as do trabalho, ou seja, ser bem sucedido.

A segunda vertente é que por mais que a empresa cresça, a relação com o parente é minada, o que afetará mais cedo ou mais tarde o seu negócio.

A tomada de decisão varia em diversos pontos, afinal cada caso é um caso. Porém a analise é a mesma.

Os casos mais gritantes são os recém-formados que acabam de sair da faculdade e correm direto para a empresa da família.

Essa decisão afeta diretamente como será o rumo da profissão, o ideal é que haja uma experimentação primeiramente no mercado de trabalho, análise e ganho de conhecimento na área escolhida.

Somente após essa maturação, é recomendável ingressar na empresa da família.

Mas o que geralmente acontece é o oposto, esses jovens se dedicam a empresa da família, e quando não dá certo se sentem mal por não terem investido na própria carreira.

Por isso antes de aceitar ou negar essa proposta faça as cinco perguntas que deixo para sua reflexão:

5 perguntas que devem ser feitas antes de ingressar em uma empresa da família:

Inicie esse momento de análise primeiramente se questionando sobre a relação da empresa da família e as suas perspectivas de futuro, incluindo o que você deverá vivenciar.

E posteriormente ter um conversa franca e bem aberta com o líder da empresa, a fim de esclarecer dúvidas no seu papel e o que deve esperar na sua atuação dentro da empresa, assim como o que esperam de você.

1 – Qual a sua motivação para entrar na empresa da família?

Entender o que te movimenta a tomar essa decisão é um divisor de águas, proporcionando mais forças na sua escolha final.

Se a resposta obtida for por vontade de crescer, por gostar da área e acreditar que terá um bom futuro, pule para a segunda pergunta. Porém se a resposta for pressão familiar, é recomendável analisar ainda mais essa alternativa.

2 – O seu relacionamento com o líder da empresa é saudável?

Entenda que se já tiver um relacionamento conturbado com esse familiar, facilmente será barrado em suas ações, impelido nos comentários e não assumirá papéis de responsabilidade.

Isso por que não há confiança, além de ter uma forte tendência de piorar ainda mais essa relação.

3 – Você se sente á vontade sendo constantemente analisado?

Quando se ocupa um cargo na empresa da família, a sua vida sempre está sendo motivo de conversas pelos demais funcionários, dentro e fora da empresa, sendo sempre um modelo e alvo de críticas.

A vida pessoal e a profissional acabam sendo julgadas dentro da empresa, então, se você está apto para lidar com essa situação, não terá problemas.

4 – Como o líder da empresa vê o crescimento da sua carreira?

Esse é um questionamento que deve ser feito diretamente ao líder, pois assim você terá uma melhor visão do que esperam de você e quais são as perspectivas de futuro que você terá. Recomendo inclusive a solicitação de um plano de carreira, afinal, quanto mais os processos forem semelhantes ao de uma empresa de terceiros, melhor para todos.

5 – Qual é a visão do líder para com a empresa?

Saber a situação da empresa atual e as medidas que estão sendo tomadas para o crescimento dela é fundamental, assim saberá em que condições a empresa está antes de entrar.

Empresa da família é ou não um bom negócio?

Essa questão varia em cada caso, não há uma equação certeira que dê um resultado. Por isso é necessário haver uma análise cuidadosa para definir a tomada de decisão de entrar, ou não, na empresa da família.

Lembre-se que essa decisão precisa ser tão prazerosa e motivadora quando seria a conquista de uma vaga de emprego em empresas de terceiros. Se o trabalho for inspirador e você executá-lo com paixão e comprometimento, as chances de dar certo são enormes.

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Publicitário, CEO da RPMR Marketing e Eventos. Apaixonado por políticas sociais e entusiasta do empreendedorismo, está disposto a fazer a diferença no cenário carioca com seus projetos.

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