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Ter um emprego mexe no íntimo de cada ser humano e é capaz de transformar vidas para melhor, elevando sociedades para outro patamar. No entanto, quando isso vira um problema, e a procura é maior que a oferta de emprego, famílias inteiras podem ser desestabilizadas.

Pensando nisso, hoje eu venho trazer exemplos práticos de como o crescimento da oferta de emprego poder ser alcançado e como isso influencia positivamente um país. Continue lendo para entender.

 

Os países altamente educados têm indivíduos mais produtivos e com renda mais alta.

 

Com poucas exceções, os governos onde os trabalhadores ganham os salários mais altos são aqueles com o maior número de graduados, enquanto os países com os menores salários médios são aqueles com o menor número de graduados.

Aqueles com mais educação ganham salários mais altos e têm menos períodos de desemprego. O prêmio salarial por um diploma universitário vem aumentando significativamente. Enquanto isso, bons empregos para aqueles sem um diploma universitário diminuem cada vez mais.

Nos EUA, por exemplo, foi realizado um estudo por Robert Pollin e Heidi Garrett-Peltier (2009) que descobriu que os investimentos do governo americano em educação criaram a maioria dos empregos. Despesas com o sistema de ensino criaram quase o dobro de empregos que o esperado com cortes de impostos de igual valor, e também resultaram em empregos mais bem remunerados.

 

A educação infantil é um investimento

 

A importância do conhecimento e da aprendizagem tem sido reconhecida desde o início dos tempos. Platão escreveu: “Se um homem negligencia a educação, anda manco até o fim de sua vida”.

Mas foram os economistas vencedores do Nobel que colocaram o argumento da educação como investimento. T.W. Schultz argumentou que o investimento em educação explica o crescimento e Gary Becker nos deu a Teoria do Capital Humano. Em resumo, essa teoria conclui que investir em educação tem um retorno em termos de salários mais altos, conforme dito anteriormente. Além disso, a teoria e as estimativas empíricas são sustentadas pela ciência atual.

A neurogênese nos diz que a aprendizagem pode continuar em idades avançadas. No entanto, os custos e benefícios relativos aos investimentos em pessoas idosas, em comparação com pessoas mais jovens, são diferentes. Investimentos em trabalhadores mais capazes em qualquer idade geram retornos mais altos do que investimentos em trabalhadores menos capazes, e a capacidade é formada em idades precoces.

 

Competências exigidas pelo mercado de trabalho estão mudando

 

Com a corrida entre tecnologia e educação, os mercados de trabalho vêm se ajustando à automação. Neste novo mundo, a capacidade dos trabalhadores de competir é prejudicada pelo fraco desempenho dos sistemas educacionais na maioria dos países em desenvolvimento. A mudança tecnológica e a competição global exigem o domínio das competências e a aquisição de novas habilidades para muitos.

Para promover o sucesso no mercado de trabalho atual, é preciso investir na infância e depois investir nas habilidades relevantes. Acima de tudo, os países precisam investir de maneira inteligente, promovendo a atenção para os 3 “As”: autonomia, responsabilidade e avaliação. Eles precisam prestar atenção aos professores no desenvolvimento da primeira infância e da cultura.

As habilidades consideradas mais relevantes no mundo atual estão listadas abaixo, e são importantes tanto para profissionais conseguirem emprego quanto para novos empreendedores movimentarem a economia e gerarem mais empregos. São elas:

  • Habilidade para resolver problemas;
  • Capacidade de aprender coisas novas;
  • Boa comunicação;
  • Capacidade para autogerenciamento;
  • Habilidades sociais.

 

Os países precisam melhorar a qualidade, buscar a excelência e expandir as oportunidades, com base na eficiência e na igualdade. Isso significa garantir que os jovens desfavorecidos também tenham acesso as mesmas oportunidades.

A educação é realmente um dos instrumentos mais poderosos para reduzir a pobreza e a desigualdade, além de estabelecer as bases para o crescimento econômico sustentado. O Brasil precisa começar a investir mais nisso!

 

Publicitário, CEO da RPMR Marketing e Eventos. Apaixonado por políticas sociais e entusiasta do empreendedorismo, está disposto a fazer a diferença no cenário carioca com seus projetos.

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