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Conseguir crédito coloca sua empresa na frente daquelas que não conseguem

Um novo estudo demonstra que o dinheiro emprestado confere uma grande vantagem em um novo negócio. No entanto, isso só se aplica quando a dívida é em nome da empresa. As empresas financiadas por dívidas pessoais realmente apresentam um desempenho pior do que aqueles sem dívidas deste tipo.

As descobertas foram feitas a partir do trabalho dos professores de finanças Rebel Cole da Florida Atlantic University e Tatyana Sokolyk da Brock University, em Ontário. Eles usaram dados encontrados nas pesquisas da Kauffman Firm Surveys, coletadas anualmente pela Fundação Kauffman. Foram pesquisadas cerca de 5.000 empresas que começaram a operar em 2004.

Os pesquisadores concluíram que, após três anos, uma empresa que usa um empréstimo comercial para financiar seu início, arrecadou quase duas vezes mais receita que as empresas que não assumiram dívidas. Um detalhe importante é que as empresas eram do mesmo porte.

O empréstimo comercial ajuda, o pessoal nem tanto…

Em contrapartida, essa mesma empresa financiada por dívidas pessoais (empréstimo à habitação ou o cartão de crédito pessoal), tinha, em média, uma receita menor em 57% do que uma em que não havia esse tipo de empréstimo. Uma empresa com dívidas empresariais gerou, em média, mais de quatro vezes mais receitas que uma com dívida pessoal.

Comparando as taxas de sobrevivência, os pesquisadores descobriram que a chance de passar de três anos foi 19% maior para empresas sem dívidas. A taxa de sobrevivência para empresas com dívidas pessoais foi apenas um pouco maior que para as empresas sem qualquer dívida. Com isso, conclui-se que há um limite para o quanto a dívida ajuda: o estudo descobre que as empresas com mais dívidas também são mais propensas a falhar.

Melhor um pássaro na mão do que dois voando

Cole e Sokolyk oferecem três explicações possíveis para seus resultados. Por um lado, eles dizem que os negócios com maior probabilidade de sucesso são os que pedem empréstimos bancários em primeiro lugar. Mas os bancos também são bons em avaliar o que faz um negócio bem-sucedido. “Se você conseguir um empréstimo em nome do negócio, então o banco está realmente acreditando o negócio”, explica Cole. Além, depois de terem escolhido vencedores potenciais, os bancos “os monitoram e fornecem mentoria”, o que melhora ainda mais o desempenho dos mutuários.

Mas por que o empréstimo pessoal prevê um desempenho tão fraco, pior do que assumir nenhuma dívida? Pode ser uma questão de seleção novamente, especialmente se os bancos estão orientando os perdedores para a dívida pessoal.

Rebel Cole observa que um proprietário que logo de início, solicita uma linha de empréstimo pessoal, tem menos espaço para crescer. “Se uma empresa adquire um empréstimo em nome do proprietário na sua criação, ela já está utilizando parte da sua capacidade de dívida. “Já enquanto uma empresa que não faz isso, garante essa capacidade de dívida para usar em anos posteriores, quando necessário”, diz ele. “A empresa tem restrições de capital desde o início e acabam gastando menos em investimentos que produzam receitas futuras”.

Ainda temos milhões de consumidores que não têm uma pontuação de crédito porque não há informações suficientes sobre eles e sua capacidade de quitar um empréstimo. As empresas são muito pior, porque há uma quantidade muito maior que não solicita créditos em nome da empresa. Uma grande maioria não tem um histórico de empréstimo.

Fundador da About Grow. Cria estratégias de Marketing Digital com base no Inbound, desenvolve websites e e-commerces, participa dos processos de criações gráficas, escreve artigos e estuda Data Science e Big Data. Apaixonado por empreendedorismo.

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